Offshore: Por quê não faz sentido investir só no Brasil?

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Offshore: Por quê não faz sentido investir só no Brasil? Mas eu vou inverter essa pergunta: por que faz sentido investir somente no Brasil?

Por que hoje, os brasileiros investem tanto no próprio país, será que isso faz sentido?

Vou dar alguns dados aqui, o Brasil corresponde por aproximadamente 3% do PIB mundial, ou seja, 97% de toda a riqueza criada no planeta terra não está no Brasil, as maiores empresas do mundo não estão no Brasil, faz sentido uma pessoa do interior do Estado de São Paulo investir 100% do patrimônio nesta cidade dela?

Se não faz sentido, porque faz sentido o brasileiro investir 100% do seu patrimônio? Mas o brasileiro investe de fora. Não é Verdade. O home bias brasileiro, (home bias é a tendência do investidor investir localmente e, nesse caso, a gente está falando do Brasil), é de 99%. O brasileiro investe muito no país.

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Vantagens de Investir Fora

Para você ter uma ideia, até o americano, que tem o maior mercado do mundo, 20% mais ou menos do PIB mundial vem dos Estados Unidos, mesmo os americanos, investem fora.

Aliás, na bolsa americana, se for pegar o S&P, que é a reunião das quinhentas maiores empresas dos Estados Unidos, 45% aproximadamente, tem receita fora dos Estados Unidos.

Se pegar o McDonald ‘s, por exemplo, vai ter receita fora dos Estados Unidos, aqui no Brasil a gente tá gerando receita para o McDonald’ s. A Amazon, você pode ir para diversas empresas, mesmo o americano faz isso. Mas você pode dizer, é Estados Unidos, uma coisa diferente, uma outra realidade, quer vir um pouco mais para perto? Chile, Colômbia, 60% e 40% também investem fora do próprio país deles.

A gente teve, obviamente, grandes incentivos para continuar investindo dentro do país, eu posso citar vários aqui, a gente teve uma taxa de juros horrorosa, astronômica, muito alta, que deixou os investidores de uma certa forma preguiçosos, porque se você consegue ganhar 20, 30, 40% ao ano, para que você vai ir para fora investir num país mais desenvolvido, mas correr o risco de uma variação cambial, não fazia muito sentido, além de tantas outras dificuldades que tinham? Hoje não tem mais e é super fácil investir, e também alguns escândalos, principalmente dos políticos que têm contas em paraísos fiscais.

O brasileiro pode investir em qualquer lugar do mundo, desde que pague os impostos devidos e o dinheiro seja de origem legal, então é possível investir fora do país.

Além dessas vantagens, desses motivos que eu falei, além dessa diversificação toda, tem uma coisa que o brasileiro tem que o americano não tem.

Quando tem algum tipo de crise ou incerteza no mundo, as pessoas normalmente correm para moeda forte e o dólar é uma moeda forte, aliás é a moeda onde se negocia quase tudo.

Você tem, por exemplo no Brasil, uma greve dos caminhoneiros, um impeachment da Dilma, o coronavírus, o que é que impacta no dólar? Normalmente em crise e incerteza, o dólar acaba subindo, a bolsa lá fora pode cair e também é a mais rápida a se recuperar.

Se pegar o exemplo aqui do coronavírus, as primeiras bolsas que se recuperaram foram dos países envolvidos. Os Estados Unidos se recuperou de uma maneira muito rápida, você pega a posição de gestores, as alocações que eles fizeram, maciçamente, durante o coronavírus, todas eram focadas em uma recuperação mais rápida dos países envolvidos.

Então, é importante para um portfólio essa diversificação. Então, se a gente tem um portfólio onde você tem uma crise e seus investimentos desvalorizam, mas a moeda se valoriza, você tem por si uma grande proteção patrimonial e nós estamos falando aqui de preservação de capital, que é o intuito deste canal, explicar como as pessoas podem ter um estilo de vida melhor, viver melhor, e para isso a gente precisa fazer uma alocação focada em preservação de capital, faz total sentido a gente ter uma exposição offshore.

E uma exposição, eu digo, é bastante exposição! Tudo hoje em dia é negociado em dólar. Do celular que você pode estar segurando para ver esse vídeo, ao preço do alumínio que você pega numa latinha de Coca-Cola, tudo isso é negociado em dólar.

Não adianta nada, a gente falar que tem a proteção contra inflação investindo somente em títulos públicos atrás da inflação, sendo que tudo é atrelado ao dólar e a inflação brasileira tem muito a ver com o câmbio. E no longo prazo, imagina, o dólar vai valer mais do que o real, no curto prazo tudo pode acontecer.

Você tem grandes desvalorizações do real em momentos pontuais, mas você pega o longo prazo, daqui a dez anos, o dólar vai tá valendo mais, num curto espaço de tempo? Não sei, tudo pode acontecer e aí a gente entra num outro ponto que é o timing.

Você pensa, “tem diversas vantagens de investir fora, diversificação, mas eu acho que não é o momento ainda porque o dólar está numa tendência de queda”. Será?

Dólar com tendência de baixa, será?

Pegando o gráfico do dólar eu reparei que se tem uma tendência de baixa, aliás o dólar foi feito para quebrar com qualquer perspectiva aí, (projeção de economista talvez seja a variável mais difícil de se prever, principalmente no curto prazo), mas se tem uma tendência de baixa do dólar ela começou lá no comecinho de novembro.

De comecinho de novembro até hoje, quando estamos gravando o vídeo (meio de janeiro), o dólar caiu por volta de 6%. Então você fala: nossa que ótima estratégia, vou até aguardar um pouco mais! Mas a bolsa, se a gente pegar o S&P nesse mesmo período, ele subiu mais de 10%.

Então para aquelas pessoas que estavam aguardando o dólar se desvalorizar, esqueceram que têm os investimentos lá fora. Então valeria a pena ter pago um dólar mais caro e ter investido na bolsa que teria ganho muito mais. O que isso significa? Não significa nada, porque no curto prazo a gente não tem a menor ideia para onde vai o dólar e a bolsa.

A bolsa no curto espaço de tempo é basicamente notícias, quem compra mais, quem vende mais. Agora no longo prazo, o preço, a cotação das ações, refletem a lucratividade. O preço das ações são conforme a lucratividade dessas empresas no longo prazo. No curto prazo, em nada interfere.

Mais uma vez, timing para fazer investimento seja Offshore, seja aqui no Brasil, não faz sentido cientificamente.

Além da Vanguard, uma das maiores gestoras de recursos do mundo já ter falado isso, 88% do retorno de uma carteira vem da alocação macro, definir a classe de ativo, rebalancear essa classe de ativo ao longo do tempo, tem um artigo que para mim é matador, o melhor artigo que tem e talvez você não precise ver mais nada sobre timing de mercado depois desse artigo.

Quem escreveu esse artigo foi nada mais do que Bob Shiller, um ganhador do Prêmio Nobel de economia em 2013. Veja o que ele falou, que interessante:

Este estudo vai desde 1974 até hoje, tem dois tipos de investidores:

 

Offshore

 

O investidor A, que trabalha, poupa e todo dia 5 do mês, ele pega 100 dólares e investe, sem pensar se a bolsa está alta, se está cara. Ele vai investir lá e você vai ver que o gráfico é referente ao S&P (as quinhentas maiores empresas dos Estados Unidos).

O investidor B, faz outra coisa, porque ele tem uma bola de cristal, ele sabe exatamente qual o ponto mais baixo do mercado. Ele faz uma estratégia que chama buy the dip, o ponto mais baixo entre dois topos do mercado. Ele vai lá e aplica todo o dinheiro que ele acumulou, ele vai guardando 100 dólares e quando ele tem um dip, ele investe todo seu dinheiro e depois ele vai nos outros meses guardando de lado esse dinheiro, até ter uma maior baixa e investe todo esse valor também.

Sabe qual foi o resultado? Quem vocês acham que ganhou? O cara que fez dollar cost averaging, que é você ir comprando todos os meses independente do que aconteça ou aquele cara que tem a bola de cristal e coloca tudo, todo o dinheiro de uma vez no melhor momento do mercado?

Offshore

 

Bom, enquanto vocês estão observando esse gráfico que está aí na tela, os pontos vermelhos que vocês estão vendo são todas as vezes que houve um aporte de capital do investidor B e a linha preta é daquele investidor que fez o dollar cost averaging e você pode ver que no final das contas, quem ganhou foi aquela pessoa que, independente do faça chuva ou faça sol, estava lá aportando.

Desmistificando Desvantagens

Então olha a diferença, olha o que é importante aqui, você não precisa se preocupar com o timing do mercado, se o dólar está caro, se o dólar está barato, nada disso vai importar para você no longo tempo. Quando a gente está falando de preservação de capital, o importante é a gente montar uma alocação e balancear essa alocação frequentemente. Esse é o maior percentual de resultados que você pode ter na sua carteira de investimentos.

Bom, então a gente falou de alguns pontos já desmistificando algumas desvantagens e vou desmistificar mais uma que normalmente as pessoas falam: investir no Offshore, investir no exterior tem uma rentabilidade mais baixa, será?

Bom, quando a gente tá falando em renda fixa, realmente. Antigamente a gente tinha uma taxa de juros de 20, 30% aqui, enquanto a gente tinha 2, zero, nada de rentabilidade. Hoje a gente tem até taxa negativa real em diversos países envolvidos.

Não é o caso hoje, a taxa de juros no Brasil está extremamente baixa, então essa diferença, esse curso de oportunidade é praticamente nulo. Para um americano vir aqui no Brasil e investir hoje e ganhar 2% ou ficar no país dele ganhando zero, será que vale a pena ele correr um risco cambial? Talvez não, por isso que o gringo vem entrando mais forte na bolsa, porque renda fixa aqui, nem os brasileiros querem mais investir tanto.

Mas falando em termos de rentabilidade, o mercado lá fora, estou falando muito de ações, de negócios aqui porque no longo prazo é uma das maneiras que a gente acredita que seja a mais relevante, a mais importante para fazer a preservação de capital e uma das mais seguras também, apesar de sua volatilidade que é aquela oscilação que a gente tem.

Então a rentabilidade, dizem que no exterior, é melhor do que a rentabilidade no Brasil. Não é verdade. Eu vou pegar um gráfico aqui, eu medi o EWZ que é o ETF, já vou falar um pouquinho o que é isso, ele replica, basicamente, a bolsa brasileira em dólares e o S&P e você pode ver que no final de 20 anos (então esse gráfico você tem de 2000 a 2020), a rentabilidade da bolsa lá fora em dólares foi até melhor, foi ligeiramente melhor, deu 7,40% enquanto que a bolsa brasileira deu 7%, ou seja, praticamente a mesma coisa. Só que olha a diferença na volatilidade, o quanto oscila: muito menos.

Offshore

 

 

Então, você tem dois ativos que são completamente descorrelacionados, você pode ter os dois, têm rentabilidade alta, segurança nem se fala, ao invés de você estar posicionado em uma Petrobrás dá vida, não que seja uma empresa ruim, mas tem muita interferência governamental, enquanto que você pode ter o mesmo tipo de rentabilidade investindo em grandes empresas como, por exemplo, o Mcdonald’s, a Disney, que tem uma previsibilidade de renda e de lucratividade muito maior do que essas empresas, ou seja, você consegue ganhar tão bem quanto você ganha no Brasil com risco extremamente menor e lembra do que falei antes?

Quando tem um crise, quanto tem uma incerteza, as pessoas correm para o dólar e mesmo com uma depreciação dos ativos, de uma ação, como eu dei o exemplo, da Disney, do McDonald’s, o dólar sobe e você consegue diminuir drasticamente o quanto oscila sua carteira de investimentos, o que proporciona que você fique mais tempo investindo, que proporciona, segundo diversos estudos, o resultado muito forte no longo prazo.

Um outro empecilho que pode surgir para o brasileiro é pensar que a parte da tributação, como vai pagar os impostos lá fora, pode ser uma coisa muito complicada, enfim, não é, aliás é muito mais fácil o imposto que você paga lá fora do que o imposto que você paga aqui no Brasil.

Primeiro de tudo, você tá investindo offshore? Vou pegar os Estados Unidos como exemplo aqui, Se você está investindo nos Estados Unidos, o brasileiro não tem que declarar nada para a receita americana, basta no seu Family Office ou no seu Private Bank, provavelmente ele já vai te auxiliar, você vai preencher o W8 form e vai declarar que você é não cidadão norte americano, para efeito de impostos e aí a sua tributação vai ser o seguinte, primeiro que se você tiver ações e vender até 35 mil reais de ações no mês, você fica isento, então aqui no Brasil quanto você tem uma isenção de 20 mil é basicamente a mesma coisa, isso serve lá para as ações lá fora.

Dividendos

Os dividendos para o residente brasileiro, já é retido na fonte, 30% e como tem esse acordo entre Brasil e Estados Unidos, você deveria pagar aqui no Brasil a tabela progressiva, chegaria lá nos 27, 5%, mas como você já paga os 30%, não precisa pagar nada. Então, todo o dinheiro que cai de dividendos para você na sua conta lá fora, você pode usar.

Capital Gains – Ganho de Capital

Ganho de capital lá fora, vendeu uma ação, 15% de imposto, acima desses 35 mil se você vendeu, (lembra que 35 mil de vendas no mês), mas o Capital Gains ele vai, de vendas até 5 milhões de reais você vai pagar 15% e daí vai subindo, de 5 a 10 milhões 17,5%, de 10 milhões a 30 milhões sobe para 20% e acima de 30 milhões de ganho, você vai pagar 22,5%, isso na pessoa física.

Na pessoa jurídica muda, lembra que eu já comentei em outros vídeos sobre estrutura offshore para fazer a correta alocação, então provavelmente se você tem um patrimônio acima de uns 300 mil dólares lá fora, já faz sentido você constituir uma empresa offshore para esses investimentos, têm algumas vantagens tributária, de eficiência de gestão, mas basicamente o imposto, falando de tributação propriamente dito, você vai pagar imposto sempre que você disponibilizar esse valor da offshore para sua conta pessoa física, pode ser um banco lá fora, pode transferir para o Brasil tanto faz, disponibilizou, incide imposto, quanto de imposto? Tabela progressiva aqui no Brasil, então provavelmente vai cair lá, dependendo de quanto você resgatar, tabela progressiva com limite de 27,5%.

Você vai retirar esse valor, todo o dinheiro, saiu do investimento, comprou outro dentro da sua offshore, não vai pagar nada, você está diferindo imposto que é uma das vantagens de você constituir uma offshore.

Mas, você pode também vir a pagar nada ou quase nada de imposto se você conseguir fazer uma redução de capital.

Então se está lá com 1 milhão, 2 milhões, que você integralizou sua offshore e você reduzir esse capital você também pode pagar nada, você faz simplesmente uma redução de capital quando você disponibilizou ele para sua pessoa física. Isso com certeza, um advogado, um especialista em Planejamento Tributário internacional consegue te orientar e até no seu próprio Family Office o pessoal vai conseguir te orientar também.

Imposto de Renda

Além do Imposto de renda que você vai ter que declarar aqui no Brasil, para quem tem mais de milhão de dólares, é preciso fazer uma declaração para o Banco Central chamada CBE – Declaração de Bens para o Exterior – mas você não vai pagar imposto, é basicamente uma função estatística, o Banco Central quer saber quanto do dinheiro dos brasileiros está fora e alocados aonde, então você faz uma declaração falando onde está seu dinheiro para o Banco Central, então você tem que fazer até abril e tem multa se não fizer que pode chegar até 250 mil reais, então é importante se atentar à isso.

Este artigo é um complemento de um artigo que eu escrevi para a Planejar, que é a entidade que dá a certificação para o CFP no Brasil, a última revista deles, tem uma matéria bem legal falando sobre investimentos offshore, e este é um complemento sobre aquele artigo e a Irene fez algumas perguntas e a gente tá respondendo aqui:

Leia o artigo: Investimentos Offshore no Cenário Atual

Quais são os tipos de Investimentos Offshore?

A gente tem basicamente os mesmos investimentos que temos aqui, considerando que você tem um mercado muito mais amplo, então um investimento no mundo inteiro tá nos Estados Unidos, por exemplo.

Stocks

Você consegue ter as ações que lá chamam stocks, basicamente são as participações em empresas assim como você tem private action aqui no Brasil e lá também, que são na verdade participações em empresas não listadas na bolsa ou listadas na bolsa e você pode investir direto lá (stocks), você tem a parte de renda fixa (fixed income), inclusive várias empresas brasileiras, não só abrem capital lá, como também emitem dívida em dólar, (Petrobrás, Itaú, etc.).

ETFs

Além disso, você tem também uma coisa muito legal chamada ETFs. Você tem os ETFs aqui no Brasil só que a diferença aqui é que enquanto você tem 10, lá você tem 5 mil.

ETFs -Exchange Traded Funds – são fundos fechados onde você consegue, de uma forma passiva, ter uma exposição genérica no mercado. Então você pode comprar o ETF e estar exposto, por exemplo, ao índice de todas as ações do mundo, ou somente as 500 maiores empresas, ou algum índice específico de small caps ou de algum setor específico de tecnologia, ou uma bolsa específica como a nasdaq, então você pode ter uma exposição genérica ao mercado e a melhor maneira de você fazer isso é via ETF.

Os ETFs são bons também para você receber dividendos para quem quer renda mensal, porque eles também são obrigados a distribuir trimestralmente todos os dividendos que eles recebem.

REITs

Outro tipo de investimento que você tem lá fora são os REITs que são muito similares ao fundos imobiliários aqui no Brasil, eu digo similares e não iguais apesar de eles terem uma característica muito comum do lastro ser imóveis, ou papéis vinculados ao setor imobiliário, porque lá nos Estados Unidos REITs diferentemente do que é aqui no Brasil, eles são empresas e de fato, eles tem lá funcionários, CEO, tem CFO, podem pegar dívidas, coisa que os fundo imobiliários daqui não podem e eles tem uma característica incomum, são obrigados a distribuir pelo menos 90% de todos os eu lucro para os cotistas, não é fundo igual aqui no Brasil, mas o REIT por sua característica de ser uma empresa e ter alguns benefícios com relação à imposto, eles têm uma possibilidade de valorização maior do que os fundos imobiliários por serem tratados realmente como empresa.

Então é interessante também para quem gosta de renda, aliás tem um estudo que se a gente pegar a rentabilidade dos últimos 20 anos, os REITs entregaram um retorno maior ainda do que o S&P 500, uma coisa bem curiosa.

Mutual Funds

Outro tipo de investimento que se tem lá fora são os Mutual Funds, bem similares aos fundos de investimentos que a gente tem hoje aqui.

Desses investimentos, qual é o mais interessante? Todos eles!

Então é importante montar uma carteira diversificada, com todos esses fundos, essas possibilidades de investimentos para conseguir ter uma carteira interessante lá fora.

Como a gente pode investir lá fora?

Existem algumas maneiras, você pode simplesmente no seu Family Office ou no seu Private Bank, eles abrirem uma conta na instituição diretamente. A grande maioria das instituições financeiras aqui no Brasil, então, basicamente vai ter a oferta da mesma quantidade de produtos, cabe ao seu banker ou quem cuida do seu patrimônio, te oferecer as soluções que mais fazem sentido com a sua característica, lembrando sempre que o objetivo do patrimônio é te proporcionar um ótimo Lifestyle.

Fundos da Corretora

Outra alternativa para você investir offshore, se você não quiser abrir uma conta lá direto que, na minha opinião, é a melhor opção, você pode investir também nos fundos da sua própria corretora.

Hoje, a gente tem diversas possibilidades, desde fundos de ação, de renda fixa, multimercado, tem muita opção para você conseguir investir fora.

BDRs

Se você quiser investir diretamente aqui no Brasil, especificamente em uma determinada empresa, por exemplo, hoje você tem os BDRs que já são liberados para todos os tipos de investidor e não somente para os investidores qualificados. Evite o BDR, se você puder mandar o dinheiro para fora e investir lá, porque o BDR tem algumas desvantagens.

Ele também tem 30% retido nos dividendos, assim como investir lá fora, mas o BDR cobra uma taxa para você. Normalmente as instituições cobram uma taxa em torno de 5% de todo o rendimento que se tem, então você tem um retorno em termos de dividendos um pouco menor, e outra, um dos grandes objetivos de você ter uma alocação fora é estar com esse dinheiro fora do Brasil e os recibos (esses BDRs são recibos lastreados nas ações), o dinheiro está no Brasil ainda e é importante, patrimonialmente falando, você ter parte de seu patrimônio em uma outra jurisdição, para ter uma segurança ainda maior e fazer, de novo, a preservação de capital de seu patrimônio.

Fundos Cambiais

Lembrando também que fundos cambiais, aquele que você só investe para fazer a correção do patrimônio por dólar, não é exatamente o que a gente tá falando aqui de estar exposto à investimentos offshore. Aí você está comprando a moeda e comprar moeda é basicamente uma especulação e não um investimento.

Uma tese de investimento, já falei que no prazo o dólar tende a se valorizar perante o real, mas a ideia é realmente estar com o dinheiro lá fora.

Conclusão

Resumindo o que a gente falou hoje, falamos bastante sobre algumas vantagens de se investir lá fora, falamos sobre o home bias, a tendência do brasileiro investir no próprio país e que isso, não necessariamente faz sentido, talvez fizesse sentido antes com taxas de juros altas, dificuldade para mandar dinheiro para fora, não saber se é legal ou se não é legal.

Falamos também de algumas desvantagens que tem, então normalmente as pessoas pensam: será que esse é o momento de mandar dinheiro para fora? E a gente abordou bastante o momento do timing, até com o artigo do Robert Shiller, ganhador do prêmio Nobel em 2013, falando que o timing pouco importa e o mais importante é você alocar o dinheiro constantemente e permanecer investido como diz o estudo da Vanguard também.

Além dessas desvantagens com relação ao timing que não tem, também a gente quebrou o mito com relação à rentabilidade, que a rentabilidade lá fora é menor do que no Brasil, não é verdade. A gente tem acesso às maiores empresas do mundo, diversos investimentos que podem entregar um retorno bem interessante.

Falamos também sobre tributação e quão fácil que isso é para declarar imposto de renda, que não precisa declarar nada lá e precisa declarar tudo no Brasil e quanto, mais ou menos, que é essa alíquota. É sempre importante quando você for fazer alguma coisa lá fora, procurar, ou com seu Family Office ou com seu Private, uma orientação quanto à documentação que você precisa para estar em dia com a receita brasileira. é muito importante não só investir, diversificar seu patrimônio, mas cuidar para não ter dor de cabeça depois com relação à isso.

Falamos um pouco também sobre tipos de investimentos, quais são os tipos de investimentos que existem, algumas vantagens, algumas características desses investimentos e também como e quais as formas que você pode investir lá fora.

Então comenta aqui embaixo: e você já investe no exterior? Qual o percentual do seu patrimônio você já tem fora do Brasil?

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Leia também: Private Bank ou Family Office: qual utilizar?

 

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Publicado por

Walter Moreira Neto, CFP®

Graduado pela Macquarie University (Business) e Masters em International Business pelo International College of Management Sydney (ICMS), morou em Shanghai, China, onde concluiu sua tese "Real Estate in China" pela Fudan University.
Sócio-fundador do Overclub Family Office e Ryde Corretora de seguros, é Consultor de Valores Mobiliários autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Planejador Financeiro, CFP®️

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