O que sempre deu certo ao investir e provavelmente continuará dando

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O que sempre deu certo ao investir e provavelmente continuará dando?

O que faz um investidor de sucesso? Ou seja, quais as características que investidores que têm talento, que gera resultados tem de diferente do investidor comum, que não tem tanto sucesso, que não tem bons retornos? Hoje, vamos saber o que sempre deu certo ao investir e provavelmente continuará dando.

O que esses caras fazem de diferente para conseguir ter esses resultados? Tem algumas estratégias que todos esses grandes investidores fazem e dão certo ano após anos – e sempre deu certo.

Vamos falar sobre algumas estratégias comuns em todos esses grandes investidores. Eu sou Walter Moreira Neto, fundador do Overclub Family Office e hoje vou falar sobre as estratégias que sempre deram certo ao investir e provavelmente vão continuar dando.

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Investir para o longo prazo

Falando um pouco dessas estratégias que sempre funcionaram, primeiramente temos que entender o que todo investidor quer. Na sua grande maioria o que os investidores querem, prezam é pela garantia. Então é muito comum os investidores perguntarem: “este investimento é garantido? ”eu tenho uma certeza de que ele vai entregar resultado?”, “tenho uma certeza que não tenho risco neste tipo de investimento?”

E a primeira coisa a ser falada é que não existe garantia quando estamos falando de investimento financeiro. Os bons investimentos não têm garantia, apenas a segurança inerente àquele tipo de investimento. O que os grandes investidores fazem também é deixar a probabilidade ao seu favor e não ao contrário.

Não estão em busca de garantias, mas sim de investimentos que provavelmente e estatisticamente vão entregar um resultado interessante.  Portanto, a primeira estratégia é: invista para o longo prazo.

Há um gráfico no livro do Jeremy Siegel, “Ações para o longo prazo”, que as ações foram a melhor classe de investimentos de todos os tempos para quem conseguiu manter muito tempo.

Pensando nessa estatística em relação ao prazo e a possibilidade de resultados positivos em permanecer investido em alguns períodos.  De acordo com o índice S&P500 que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos desde 1926 até 2015 e, curiosamente, a possibilidade de uma pessoa ter um resultado positivo ao final de um dia investindo no S&P500 ao final do dia foi de 54%. Se aumentarmos para um ano, a possibilidade sobe para 74%, ou seja, um aumento muito significativo na obtenção de um resultado positivo caso a pessoa permaneça investida por um ano.

Em 10 anos permanecendo investido chegamos a 94% de possibilidade e aos 20 anos, nunca houve um resultado negativo. Em qualquer janela de 20 anos, independente de quando investiu, o investidor nunca teve um resultado negativo, em dólares.

Você deve estar pensando “é só manter minhas ações nos investimentos de longo prazo que vou ter um resultado interessante”. A resposta é provavelmente sim. Não sabemos o que vai acontecer daqui para frente, mas a estatística disse que se você estiver investido por muito tempo a possibilidade está ao seu favor.

Portanto use isso ao seu favor e esteja ao lado das possibilidades de ganho. O pior retorno de quem investiu na S&P500 durante 20 anos foi 54%, que dá um pouco mais de 2% ao, mas quem ficou por 30 anos, independente da janela de tempo, o pior resultado foi de 854%. Isso é um pouco menos de 8% ao ano.

Ou seja, as chances são extremamente altas de que você vai ter um resultado positivo se você ficar muito tempo. Apesar de simples, não é fácil fazer isso. Uma das maiores empresas do mundo, a Amazon, caiu mais de 10% aproximadamente umas 30 vezes, e uma vez ela caiu 90%. Apesar de simples, não é fácil, mas é importante saber que a possibilidade está ao seu favor ao manter esses investimentos por tanto tempo.

Evite o risco de ruína

A segunda estratégia que os investidores de sucesso fazem, que sempre deu certo e provavelmente vai dar certo é evitar o risco de ruína. Ou seja, não se expor ao risco de ruína. O que é isso?

O risco de ruína é basicamente o risco de você ter uma perda permanente no capital. Perder todo o seu patrimônio. Então o primeiro ponto para você não cair nessa e deixar as probabilidades ao seu favor – que é não cair no risco de ruína – é primeiramente fazer um planejamento financeiro bem-feito. E por que isso? Um planejamento financeiro provavelmente vai te dar a seguinte resposta: “Você precisará de um retorno de 5%,6% para conseguir estar em linha com o seu plano” e não 20%, 30% ao ano, isso é completamente fora do normal.

Então quando você tem investimentos que propõem esse risco da ruína, eles têm duas características (mas pelo menos uma delas). Alavancagem, são investimentos que proporcionam a você um extremo resultado positivo, mas podem também proporcionar um extremo resultado negativo.

Então se você tem R$ 100000 e está alavancado em 10 vezes, você está controlando um milhão de reais. Se subir 10% você ganhar R$ 100000, você ganhou 100% de rentabilidade em cima dos seus R$ 100000.

Em contrapartida, se esse investimento cair dez por cento, você perdeu R$ 100000 e perdeu 100% do seu dinheiro. Então, a alavancagem pode funcionar muito bem, até deixar de funcionar. E o momento em que deixar de funcionar, é momento em que você perde o seu dinheiro. Então esse é um dos contos de evitar o risco de ruína.

Outro ponto que pode estar junto também são investimentos com alto grau de risco, ou com baixíssima qualidade de investimento.

Pode parecer uma coisa irreal falar sobre isso, que as pessoas não fazem investimentos arriscados ao ponto de ter perda permanente de capital, mas é muito comum quando o mercado financeiro está em alta, as ações estão subindo muito e a taxa de juros está muito baixa, que normalmente os investimentos de renda fixa, e principalmente, os investimentos em crédito privado – que são aqueles que você empresta dinheiro, não para o governo, por exemplo, mas sim para uma empresa, você tem um risco muito alto.

Então algumas empresas acabam pagando uma taxa mais alta que o normal do crédito privado, as empresas pagam taxas mais atraentes comparativamente com o título público. Mas no mercado onde as taxas de juros estão muito baixas, essas taxas mais altas que os investidores vão atrás acabam sendo muito arriscadas, porque não tem motivo para essas empresas entregarem uma taxa tão mais alta assim, onde a taxa de juros básica é muito baixa.

E aí é onde os investidores acabam colocando os pés pelas mãos e vão em busca dessas taxas, pois não conseguem ver o risco, não consegue avaliar se aquela empresa é, por exemplo, uma boa empresa e realmente para pagar aquilo que se comprometeu a pagar, e acabam colocando os pés pelas mãos.

Sendo assim, o segundo ponto é: evite, não se exponha ao risco de ruína. Faça um planejamento financeiro para saber quanto você precisa, não alavanque e não invista em investimentos com qualidade baixa.

Diversifique seus investimentos

O terceiro ponto que sempre deu certo e provavelmente vai continuar a dar certo, mais ainda você morando no Brasil, é a diversificação de investimento.

Não estou falando somente da diversificação entre um investimento e outro, mas sim de três grandes pontos: de classes de ativos – ou seja, onde você vai colocar o seu dinheiro, são ações, são fundos de investimento multimercados, são imóveis, são empresas de grande capitalização, são renda fixa, são em ouro, bitcoins, enfim…

Invista em diferentes classes de ativos e, se possível, descorrelacionados. Ou seja, que não tenham relação com “quando um sobe o outro sobe também”, opte por investimentos que performam sem a dependência um do outro.

Investir fora do Brasil

Outra coisa, diversifique geograficamente. Não invista 100% do seu dinheiro no Brasil. Nem o americano, que vive na maior economia do mundo, fala isso.

Diversos exemplos que dou aqui, normalmente são exemplos com a S&P500 e não com a bolsa brasileira, porque realmente quero comentar que você Invista fora do país. Não faz sentido investir somente no Brasil, onde a relação PIB brasileiro só 2%, 3% do PIB Mundial. Então não faz sentido ter somente o seu patrimônio aqui.

Aliás, faz muito mais sentido ter uma parte aqui a grande parte fora, do que ter uma grande parte do seu patrimônio aqui. Então diversifique geograficamente. Se você quiser manter um investimento em um único país, pelo menos seja nos Estados Unidos, onde eles têm grande parte das empresas gerando receita em diferentes moedas.

Investir em outras moedas

O terceiro ponto é justamente esse, diversifique em moeda. Invista em outras moedas que não sejam real. O dólar, por exemplo, que é a moeda de reserva internacional é uma ótima moeda para você ter uma reserva de valor do seu patrimônio.  Não que o dólar por si só seja uma coisa interessante, mas ter investimentos em dólar sim. Em outras palavras, não coloque todos os ovos na mesma cesta.

As pessoas pensam que a diversificação é somente para aumentar o grau de segurança, ou diminuir o risco. Sim, é um papel muito importante da diversificação, mas poucas pessoas sabem que a diversificação serve também para aumentar a rentabilidade. Fiz um comparativo para vocês terem uma noção do que aconteceu agora em 2021.

Peguei três carteiras hipotéticas, onde na primeira a pessoa investiu 10 milhões de reais no último dia de 2020 e hoje estamos no dia 21 de novembro de 2021.  Veremos como estaria esta carteira. Se a pessoa investiu r$ 10000 em ações, coloquei o Ibovespa como comparação somente de rentabilidade, que até agora está em -13% no ano.

Essa pessoa que colocou 10 milhões, hoje teria algo em torno de 8,7 milhões. Agora se esta pessoa diversificasse a sua carteira em pelo menos duas classes de ativos e colocasse 50% em ações brasileiras, novamente medido pelo Ibovespa e os outros 50% no S&P500, como que seria essa rentabilidade?

Lembrando que S&P500 é em dólar, ou seja, você também ganharia essa rentabilidade em dólar. Esses 10 milhões de reais teriam virado 11,1 milhões de reais, ou seja, você diversificou e aumentou a rentabilidade.

No caso, você tem uma apreciação de capital de mais de 2,4 milhões, comparando com o primeiro com a primeira carteira de investimentos, que teve um prejuízo de 8,7.  Você pode fazer algo a mais ainda.

Você pode diversificar ainda mais, então peguei uma outra carteira, onde nós colocamos um terço no Ibovespa, um terço no S&P500 e um terço em imóveis nos Estados Unidos, que a média dos REITs são similares aos fundos imobiliários aqui no Brasil. Essa pessoa teria hoje no dia 21 de novembro de 2021 12,1 milhões, que dá 3,4 milhões acima da carteira que teve somente o Ibovespa, mostrando mais uma vez que você consegue com diversificação aumentar a segurança e também aumentar a rentabilidade.

O que sempre deu certo ao investir e provavelmente continuará dando

Revisando tudo que vimos por aqui hoje, as três estratégias que deram certo no passado e que provavelmente vão continuar dando certo atualmente – e todas elas estão dentro de deixar a probabilidade dentro do seu favor.

A primeira coisa invista para o longo prazo. Dê tempo para os seus investimentos, apesar de simples não é fácil, diversos investimentos passam por solavancos. Conforme vimos com o coronavírus que aconteceu em março, abril, gerando uma queda muito abrupta, mas se você aguentar, provavelmente você vai ter um retorno bem decente dos seus investimentos no longo prazo.

O segundo ponto é, não se exponha ao risco de ruína. Não invista em ativos que possam proporcionar em algum momento a perda permanente de capital. Apesar de muito sedutor investir em pirâmides, coisas que dão lucro rápido, ou até investimentos regulados, mas com a qualidade muito baixa, onde você precisa alavancar muito para ganhar dinheiro, fique longe disso, pois provavelmente em algum momento você pode vir a perder.

E a terceira estratégia, é de diversificar, mas não somente para diminuir o seu risco, como também para aumentar a sua rentabilidade.

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Publicado por

Walter Moreira Neto, CFP®

Graduado pela Macquarie University (Business) e Masters em International Business pelo International College of Management Sydney (ICMS), morou em Shanghai, China, onde concluiu sua tese "Real Estate in China" pela Fudan University.
Sócio-fundador do Overclub Family Office e Ryde Corretora de seguros, é Consultor de Valores Mobiliários autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Planejador Financeiro, CFP®️

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