Gestão de Fortuna no Family Office

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Overclub Falily Office

Gestão de Fortuna, o primeiro ponto é entender para que serve.

Gestão de fortuna, para que serve? Basicamente, é para a gente entender, como um patrimônio consegue proporcionar a maior quantidade possível de qualidade de vida para uma determinada família. A gente já falou disso em outro vídeo, então se você quiser saber mais sobre o Life Center Planning clique aqui.

Um passo importante é como a gente pode avaliar uma boa gestão. Primeiro de tudo é avaliar se você não está pensando nos indicadores errados para fazer essa mensuração, por exemplo, é muito comum os investidores avaliarem se uma gestão é boa ou ruim, se a carteira que essa família tem bateu o Ibovespa, se ela bateu o CDI e, sinceramente, isso pouco importa.

E quais são então os objetivos ou o benchmark, o comparador que você deveria ter para avaliar uma boa gestão de fortuna.

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1 – Benchmark

Primeira coisa é saber o que é o benchmark da carteira, o que você deve comparar. Lembra que a gente tem que fazer um planejamento patrimonial bem detalhado para entender onde a gente quer chegar? Então, uma parte desse planejamento patrimonial, é identificar qual é a rentabilidade requerida para atingimento da meta.

Normalmente, aqui no Overclub, a gente utiliza alguma coisa em torno de 4,5% a 5% acima da inflação. Então, a gente sabe que se tiver esse tipo de rentabilidade acima da inflação, significa que a família vai conseguir viver com a renda do patrimônio.

Um exemplo: se uma família quer um renda de R$ 100 mil reais por mês, 4,5% disso ( vai dar um pouco mais de R$ 25 milhões de patrimônio).

Então sabemos que uma família com um patrimônio de R$ 25 milhões, vai gerar uma renda de R$ 100 mil reais por mês, que é exatamente isso que aquela família precisa para viver a qualidade de vida, ou seja, o benchmark, o comparador, não é o CDI, não é o Ibovespa, é os 4,5% ou 5% acima da inflação, porque isso significa que a família conseguirá viver com a renda que desejou.

2 – Métricas de Segurança

Além das métricas de rentabilidade, mais importante são as métricas de segurança, afinal de contas, uma gestão de fortuna em um Multi Family Office preza, essencialmente, pela preservação de capital.

Então, a parte da segurança dos investimentos da alocação de recursos é primordial. Existem algumas maneiras de a gente avaliar o resultado e avaliar a segurança de uma alocação. Mas para que você consiga fazer isso de uma maneira fácil, uma das maneiras é você avaliar a relação de risco/retorno.

Por exemplo: se você tem duas carteiras que vão te entregar 10% de rentabilidade, mas uma tem um risco (volatilidade) de 10%, enquanto a outra tem uma volatilidade de 1%, é muito mais interessante para sua carteira, tem o mesmo tipo de rentabilidade (os 10%) com menor nível de risco possível. Essa é a relação risco/retorno.

Tem um índice chamado índice sharpe que mede isso, facilita para você. Quanto maior esse número, mais próximo a um, já é bem interessante. Não em todas as situações, mas de uma forma geral, você pode ter isso.

Imagine que te ofereçam R$ 100 reais para você entrar em um ringue de boxe e lutar com o Mike Tyson. Provavelmente você não vai querer fazer isso, mas se te oferecerem U$ 100 milhões de dólares para fazer a mesma coisa, para ficar lá por 30 segundos, provavelmente você vai fazer. Isso é o que a gente está falando de relação de risco/retorno.

Então, muito mais importante de quanto sua carteira vai ter de rentabilidade, é quanto de risco ela entrega para que você chegue lá.

3 – Risco de Ruína

Além da oscilação da carteira, do que a gente chama de volatilidade do mercado, outro ponto de segurança que é muito importante a gente avaliar quando nós fazemos uma gestão de fortuna, de recursos dentro de um Family Office, é o risco de ruína. O que é isso?

Basicamente, é o risco de perda permanente de capital, e a gente não quer estar exposto, de nenhuma maneira, à esse tipo de risco. E o que é isso? É aquele tipo de investimento de alocação onde você tem pouco a ganhar e muito a perder.

Por exemplo: se tem perda permanente de capital, sabe as alocações que você pode fazer em um banco completamente de segunda linha, acima do limite do fundo garantidor de crédito que vai te dar uma rentabilidade, talvez, em vez de 100%, 130% do CDI, mas é um banco minúsculo, ou seja, você tem um teto de rentabilidade, mas você pode ter uma perda permanente de capital. Não necessariamente isso é uma coisa interessante de se fazer, então é muito importante a gente ficar de olho nesse tipo de operação.

Outro exemplo, poderia ser a alavancagem. Não é interessante quando o foco é a preservação de capital estar expostos à ativos que tenham a alavancagem.

O Ibovespa, por exemplo, tem uma volatilidade média, ou seja, o quanto ele chacoalha, em torno de 20%. É esperado que o índice varie 20%. Mas em períodos de estresse como, por exemplo, greve de caminhoneiros, pandemia, crise de 2008, essa volatilidade aumenta de uma maneira muito alta.

Então, vamos supor que você tenha um determinado tipo de investimento e você esteja alavancado em 5 vezes no índice. Normalmente isso não teria um grande problema com relação ao risco de ruína, mas, em um grande evento, essa volatilidade subindo muito, vamos supor que suba para 40%, 45%, que é o acontece normalmente quando a gente tem um pico de estresse, se isso acontecer de uma vez só, você tem uma perda permanente, ou seja, você pode ficar muito tempo tendo uma rentabilidade muito interessante devido à alavancagem e em um único momento pode vir a perder tudo. Não faça isso, não se exponha a alavancagem de uma forma excessiva no patrimônio.

Gestão de Fortuna no Multi Family Office

De fato, vamos falar agora como é feita uma gestão no Multi Family Office. A primeira coisa que a gente faz é lembrar que o objetivo é preservação de capital.

Não queremos descobrir qual vai ser a próxima apple, isso pode até acabar acontecendo, mas esse não é o objetivo. O objetivo é a preservação de riqueza e a transferência desse patrimônio ao longo das próximas gerações.

Pensando nisso, o objetivo, a primeira coisa que vem à nossa cabeça é como que nós vamos fazer a alocação desse recurso, porque existem diversas maneiras.

1 – Direta

A primeira maneira é direta – investir diretamente nos ativos que a gente entende que façam sentido na carteira daquela família.

2 – Fundo Exclusivo

O outro exemplo é montar um fundo exclusivo – você tem uma série de vantagens tributárias, é possível diferir o imposto, não existe no fundo fechado hoje um come cotas, a antecipação de imposto do governo e você consegue fazer uma gestão, compra e venda de ativos dentro do fundo sem incidir imposto de renda, além de facilitar o planejamento sucessório, que você consegue doar cotas por exemplo.

3 – Offshore

Outra forma de investir é quanto que vamos investir offshore e se vamos fazer esse investimento offshore de uma maneira direta, comprando os ativos ou, se nós vamos constituir uma empresa para fazer isso. Lembrando que constituir uma empresa offshore, investir nos Estados Unidos ou fora do Brasil é perfeitamente legal. O brasileiro pode investir onde ele quiser desde que esse dinheiro seja lícito e ele pague os devidos impostos referentes à isso.

Também tem uma série de vantagens fazer investimentos através de uma empresa offshore, alguns eu posso citar como: a minimização de imposto de sucessão, que no Brasil hoje é um imposto estadual, pode ir de 4% a 8%, isso provavelmente vai aumentar, mas nos Estados Unidos isso pode chegar a 40%, 50%.

Então em uma alocação de fortuna é muito importante se atentar a quanto de imposto os herdeiros vão ter que pagar. Então normalmente a gestão offshore que nós fazemos, é importante que se constitua uma empresa offshore para fazer esse tipo de investimento.

Investir no Brasil ou Fora?

Repare que eu disse, quanto de alocação offshore nós teremos na carteira, mas não se nós teremos uma alocação offshore. É comum receber algumas perguntas, por exemplo, se vale a pena investir fora do país. Numa alocação de fortuna, quando a gente está falando de um patrimônio robusto, mesmo se não for um patrimônio robusto, é muito importante se ter uma alocação. Em moeda forte a gente pode falar do dólar e, é muito importante a gente ter alocação fora do país.

Não faz sentido, por exemplo, um australiano investir uma boa parte do patrimônio dele no Brasil, então será que faz sentido para o brasileiro investir boa parte do seu patrimônio ou quase a totalidade dele simplesmente pelo fato de ter nascido no Brasil?

O Brasil corresponde por 3% do PIB mundial, ou seja, 97% do restante da riqueza do mundo inteiro não está no Brasil. Será que a cura para uma pandemia vai ser descoberta aqui no Brasil ou em outro lugar? A Amazon, o Mac Donald’s, ou seja, grandes empresas será que a probabilidade, estatisticamente é mais fácil isso ser criado fora.

Outro ponto: o seu custo de vida está atrelado ao dólar, não necessariamente por conta do celular que você usa, mas possivelmente pela comida que você come, trigo, ou seja, os produtos de uma forma geral são negociados em dólar. Então é importante, para proteger da inflação, não simplesmente investir em ativos brasileiros que têm a inflação como seu benchmark, mas investir em ativos internacionais que conseguem repassar o custo da inflação, como por exemplo, o dólar.

Como é feita a Gestão de Recursos no Multi Family Office

Tá bom, mas joga em prática como, de fato, é feita uma gestão de recursos no Multi Family Office? Normalmente as famílias que nos procuram ou procuram outro Multi Family Office, procuram para fazer uma gestão, uma preservação da riqueza, mas para o longo prazo. A família não vai utilizar todo o patrimônio de uma maneira rápida.

Nós, aqui no Overclub utilizamos o Yale Model. O que é isso? Imagino que outras empresas também utilizam. Yale Model foi criado por David Swensen, que é o diretor de investimentos da faculdade de Yale e ganhou muita notoriedade pelos resultados que ele obteve ao longo do tempo.

Como é que é feito? Basicamente o Yale Model diz que você deve identificar quais são as classes de ativos que vão fazer parte daquela alocação de recursos. Então, nós estamos falando de renda fixa, renda variável internacional, renda variável de países emergentes, fundos imobiliários que a gente tem aqui no Brasil, enfim, diversas classes de ativos e como que elas vão estar dentro do patrimônio.

O segundo ponto é, basicamente, monitorar para rebalancear a proporção dessa classe de ativos ao longo do tempo, para quê? Para dois motivos basicamente:

O primeiro, para a gente não ter uma exposição ao risco maior do que queremos. Um exemplo disso, vamos supor que um determinado portfólio a gente tenha que ter 20% de ações internacionais, e seja um momento muito interessante da bolsa e vamos supor que aqueles 20% tenham virado 30%. Nesse momento 30% é muito acima dos 20% iniciais e já está com uma exposição muito maior nessa classe de ativos do que a gente pretendia. O que a gente faz numa situação como essa?

A gente resgata, vende aqueles ativos e volta com a participação de 20% e aloca nos ativos que estão subdimensionados na carteira. Dessa maneira a gente vai conseguir adequar nossa exposição ao risco e fazer uma coisa que todo mundo sabe que tem que fazer: que é comprar na baixa e vender na alta, só que vamos fazer isso de uma maneira racional e não emocional.

A Vanguard uma das maiores gestoras de recursos do mundo, com mais de U$ 3 trilhões de dólares de ativos sob gestão, fez um estudo (têm outros estudos, mas talvez o dela seja um dos mais contundentes ou talvez o mais novo que eu tenha observado), que diz que 88% do resultado de uma carteira advém do macro location, ou seja, da alocação macro de recursos, e somente 12% vem do timing, que é saber a hora de comprar, a hora de vender. Por isso, que a gente dá muita importância, muito valor à alocação de recursos de uma maneira macro.

Como escolher uma Classe de Ativo

Mas como escolher uma determinada classe de ativo, qual o percentual para ter em cada classe de ativo, quanto eu vou ter em renda fixa, quanto eu vou ter em renda variável, como é que a gente faz para descobrir isso?

Tem uma fórmula, e a primeira é saber qual é a rentabilidade requerida. Como nós sabemos a rentabilidade requerida? Lembra do planejamento patrimonial? O planejamento patrimonial vai dizer qual é a rentabilidade requerida para a renda e esse é o nosso benchmark e não o CDI, o Ibovespa conforme a gente já falou.

Vamos imaginar que seja 4,5% acima da inflação. Então a gente sabe que 4,5% acima da inflação é necessário para que aquela família viva com a renda necessária. E agora como que a gente monta?

A gente monta uma carteira que será capaz de ao longo do tempo entregar esse tipo de resultado e aí entram dois fatores: capacidade e disponibilidade ou risco. Vou dar um exemplo.

Talvez uma pessoa conheça do mercado financeiro, entenda e se sinta totalmente confortável em ter uma exposição em renda variável maior. Mas vamos supor que essa pessoa seja uma senhora de 90 anos. Apesar da disposição ao risco, talvez ela não tenha tempo suficiente, em outras palavras, capacidade de absorver uma recuperação da bolsa de valores e fazer sentido naquela carteira.

Então, é sempre importante a gente avaliar a rentabilidade requerida, depois avaliar a capacidade de exposição ao risco daquela família em especial, para saber e conseguir adequar qual será o percentual para que seja possível conseguir a rentabilidade requerida.

Apesar da alocação macro de recursos corresponder por tanto do resultado de uma carteira ao longo do tempo, como diz a Vanguard, 88% que é muita coisa é entendível e dá para aceitar e entender que os investidores, de uma maneira geral, preferem muito mais o timing que é saber qual é aquele investimento da moda, e isso a gente não faz em hipótese alguma.

Aqui na nossa empresa e quando a gente está falando de uma alocação de longo prazo, porque não é isso que vai determinar o resultado de uma carteira e uma preservação de capital ao longo do tempo.

Mas é muito comum, se você ligar agora a internet e entrar em qualquer site de finanças, provavelmente você vai se deparar com qualquer tipo de mensagem: “invista nas três melhores ações”, “as ações que mais vão pagar dividendos”, ou pior, no começo do ano, tem uma revista muito famosa que fala “onde investir em 2021, em 2025”, “quais são os melhores rankings de fundo de investimentos”, e isso tudo leva o investidor a tomar uma decisão completamente errada, que é investir naqueles investimentos que tiveram retorno melhor no passado ou que baseado em uma dica, uma projeção de futuro vão ter um desempenho melhor num curto espaço de tempo no futuro.

Market Timing

O que eu estou querendo dizer? Quando a gente monta uma carteira de investimentos e se preocupa com o que vai acontecer no próximo passo, a gente tá montando uma carteira de investimentos pensando em market timing. Por que isso?

Imagine que a gente tem um determinado cenário econômico: baixa da inflação, ou o cenário agora, não sei quando você está vendo esse conteúdo, mas nós temos a menor taxa de juros da história do país. A taxa de juros está em 2%, ou seja, quem investir na taxa de juros, lá no tesouro selic vai ganhar 2% ao ano.

O que você é forçado a fazer? Mudar e investir em outros lugares para ganhar mais do que isso. Onde que você investe num cenário como esse? É muito comum e é muito óbvio falar para investir em ações, porque as ações vão gerar um resultado mais interessante. Sim, possivelmente, sim.

Só que você tem que aguentar ficar em ações por um período longo de tempo, pode ser que você fique 5, 6, 7 anos sem nenhum tipo de resultado e se você entrar nessas dicas de timing, possivelmente, você vai se frustrar em algum momento e vai sair dessa operação, simplesmente porque você não sabe o que você tá fazendo.

Por que Montar uma Estratégia de Investimento?

Então é muito mais importante você montar uma política de investimento, uma boa estratégia de investimento, e seguir ela fielmente. Quer um outro exemplo disso? O maior investidor de todos os tempos: Warren Buffett.

Esse cara consegue uma rentabilidade mensal um pouco mais do que 1%, 1,5% ao mês, é isso que ele consegue, e ele é o melhor investidor do mundo. 20% ao ano, é alguma coisa assim que o Warren Buffett consegue de investimento. Então desconfie de rentabilidade muito acima disso.

Mas o que ele sabe? Ele sabe o círculo de competência dele, ele sabe do que ele é bom. O Warren Buffett não ganha dinheiro com investimentos alternativos, ele ganha dinheiro com ações, é esse o grosso que ele faz, então ele não vai entrar em onda de Bitcoin, apesar de muitas pessoas terem ganho dinheiro com Bitcoin, ele não vai comprar ouro feito um louco, apesar de ter comprado um pouquinho agora, porque as pessoas estão ganhando muito dinheiro com isso, ele não vai entrar em real estate feito um maluco porque tem muita gente ganhando dinheiro.

Não é necessário ganhar dinheiro e aproveitar todas as classes de ativos para fazer uma gestão interessante, uma gestão de sucesso. Não se preocupe com isso, não se preocupe em ganhar de todas as maneiras, se preocupe em ter uma gestão eficiente.

Tem um termo que a gente utiliza muito que é o FOMO – Fear Of Missing Out – que são pessoas que ficam desesperadas para aproveitar todas as oportunidades a todo momento. Calma. Não precisa aproveitar todas as oportunidades para ter um resultado interessante na carteira e é isso que a gente tem que olhar quando pensa em preservação de capital ao longo do tempo.

Depois que a gente já tem a rentabilidade requerida, já sabe a capacidade de exposição ao risco, já entendeu qual é a classe de ativo, já montou uma alocação determinada para aquela família para conseguir atingir o equilíbrio, a gente precisa chegar onde? Quais investimentos nós vamos escolher. Quais são os ativos?

Vamos imaginar que nós estamos colhendo fundos que é a coisa mais fácil de a gente pensar. Quando você vai escolher um fundo, você precisa se atentar a: quem é o gestor, qual é a equipe de gestão de fortuna, qual é o histórico desse gestor e aqui não estou falando somente de histórico de rentabilidade, mas histórico de gestão, como é que esta gestão se comportou em determinados eventos ao longo do tempo, comparativamente com outros gestores que fazem exatamente a mesma coisa, para comparar laranja com laranja.

Por exemplo, Joesley day, crise dos caminhoneiros, crise subprime, pandemia do corona vírus. Como é que esse pessoal lidou com essa situação? Obviamente, rentabilidade passada é importante também para a gente entender qual o potencial de gestão de fortuna dessa asset, o importante é o geral.

Como Entender de Fundo

Como é que a gente faz para entender um pouco melhor o fundo? Não se preocupe em estar no melhor fundo, não se preocupe em pegar um relatório do seu banco, do seu private bank e olhar qual que teve o melhor resultado no último semestre, no último ano, nos últimos dois anos.

Não é isso que vai fazer você, fazer uma alocação interessante. Uma alocação de recursos é igual uma salada de frutas, você pode talvez não gostar de kiwi, mas numa salada de frutas um morango, uma pêra, um kiwi, pode ficar com um sabor mais interessante para você.

Então se preocupe em ter 10, 15 melhores fundos daquele segmento e não, se você está falando, por exemplo, de renda variável, se preocupe em estar posicionado dentro dos 10, 15 melhores fundos. Por que eu não falo o melhor? Porque a gente não sabe qual é o melhor, e os melhores se alternam entre si.

O 1º vira 15º no outro ano, o 15º vira o 3º, no outro ano. O importante é estarmos bem posicionados. Se nós estivermos bem posicionados nesses investimentos e montarmos uma alocação com uma estratégia sólida como é o Yale Model como eu falei, ao longo do tempo, provavelmente, você vai ser um investidor de sucesso e é assim que nós fazemos a gestão de fortuna aqui no Overclub.

Por hoje é isso, espero que vocês tenham gostado, entendido um pouco melhor sobre como é feita uma gestão de fortuna em um Multi Family Office, se querem saber alguma coisa à respeito deixe seu comentário aqui embaixo, me avise, que a gente pode fazer um vídeo sobre isso. Aproveite e se inscreva no canal do Youtube.

 

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Publicado por

Walter Moreira Neto, CFP®

Graduado pela Macquarie University (Business) e Masters em International Business pelo International College of Management Sydney (ICMS), morou em Shanghai, China, onde concluiu sua tese "Real Estate in China" pela Fudan University.
Sócio-fundador do Overclub Family Office e Ryde Corretora de seguros, é Consultor de Valores Mobiliários autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Planejador Financeiro, CFP®️

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